A balança "travou"

É um hábito comum, quando resolvemos “perder peso” e iniciamos um programa de reeducação alimentar com atividade física, nos tornar “escravos da balança”, nos pesando diariamente, ou até várias vezes ao dia!

Com o passar dos dias verificamos que a balança não está mostrando o que desejamos, - redução no peso corporal - aí vem a frustração.

É importante salientar que a balança mede tudo junto: volume sanguíneo, músculos, ossos, gordura e água.

Quando entramos num programa de atividade física, ocorrem algumas alterações fisiológicas que fazem com que haja uma tendência a um aumento inicial do peso:

  • o volume sangüíneo aumenta, pois assim o corpo está se preparando para o aumento da demanda de sangue para os músculos, bem como para a desidratação que acompanha a atividade física.
  • Há um aumento da densidade óssea em resposta à sobrecarga da atividade física.
  • Pode haver ganho de massa muscular, principalmente quando fazemos musculação.

Dependendo da intensidade e da duração da atividade física, pode haver uma variação de até dois Kgs, como resultado da desidratação/reidratação.

Assim, aquele peso obtido após a atividade física é em grande parte devido à desidratação, e não podemos esquecer que o tecido muscular é mais compacto que a gordura. Se estivermos perdendo gordura e ganhando músculo, ótimo.
Uma boa dica é medir a circunferência abdominal, ou sentir a folga daquela roupa que estava justinha.

Pesando uma vez por semana no mesmo horário e prestando atenção na tendência, ou seja, na evolução para mais ou para menos no peso, é melhor do que se pesar diariamente e frustrar-se com medidas que não refletem a realidade. O ideal mesmo é fazer regularmente as avaliações físicas medindo o percentual de gordura (dobras cutâneas), para se ter idéia exata das modificações na composição corporal.

Fonte: Dr. Julio Neves CRM 8201
ADRIANA MEYADO ASSUMPÇÃO MENON
Professora MAP
Especialista em Fisiologia do Exercício - CREF 2536 – G/SP

Voltar