Overtraining

Quando você ultrapassa os limites do seu corpo

O nosso corpo tem limites, ao contrário do que muitos acreditam. Nossos mecanismos de defesa contra o stress diário, trabalho excessivo, noites de sono perdidas, ingestão excessiva de álcool ou qualquer tipo de droga também tem limite. Quando esse limite é ultrapassado, nosso corpo entra em desequilíbrio resultando em doença física, mental ou emocional.

Da mesma forma acontece em relação à atividade física.

A recuperação de qualquer atividade física ou treino ocorre durante o descanso e principalmente durante o sono.

Um dos maiores responsáveis por essa recuperação é o sistema imunológico, que tem que contar com nutrição equilibrada e corpo descansado para fazer o trabalho de recuperação e conseqüentemente, progressão da nossa condição física, qualquer que seja o objetivo: crescimento muscular, maior capacidade aeróbia, etc.

Quando existe uma sobrecarga na atividade física ou um fator de desequilíbrio, o sistema imunológico fica comprometido, levando a um processo inflamatório agudo e generalizado em nosso corpo.

Neste ponto, acontece o “overreaching”, e acontece uma situação de queda de rendimento, sensação de cansaço permanente, falta de apetite, insônia, depressão, falta de disposição para treinar, viroses agudas, alterações no ritmo menstrual, dores persistentes e desproporcionais a quantidade do seu treino, e até mesmo fraturas ósseas - fraturas por stress - entre outros sintomas.

O corpo não consegue mais se recuperar entre as atividades. O importante é que, se você não reconhecer isso e não reduzir sua carga de treinamento, fatalmente levará a um estado crônico chamado de “overtraining” que pode ou não ser acompanhado de uma lesão séria ou doença geralmente infecciosa mais grave, e que exige um descanso prolongado para haver a recuperação.

Um importante fator de desequilíbrio é o nosso stress diário e é necessário o autoconhecimento para reconhecer quando existe um efeito do aumento da carga deste stress (decepção com o trabalho, problemas familiares, amorosos, etc.) sobre o nosso organismo. Nestas situações, é prudente diminuir o volume e fazer ajustes da intensidade dos treinos/atividade física ao menor sinal do “overreaching”.

Referência:

Smith, L.L (2000). Cytokine hypothesis of overtraining: physiological adaptation to excessive stress Medicine and Science in Sports and Exercise, 32, 317-331

Fonte: Dr. Moisés Cohen – diretor do Instituto Cohen de Ortopedia, Reabilitação e Medicina do Esporte.

Dr. Julio Neves CRM8201.

Adriana Meyado Assumpção Menon

Professora MAP

Especialista em Fisiologia do Exercício



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