Café e Parkinson

O mal de Parkinson é uma doença degenerativa do sistema nervoso central, lentamente progressiva, com quatro manifestações clínicas básicas: rigidez muscular, tremor de repouso, bradicinesia (tríade clássica) e instabilidade postural.

Adicionalmente podem ocorrer diversas manifestações motoras e não motoras, incluindo distúrbios cognitivos, sensoriais e autonômicos.

A doença tem uma incidência de 100 para cada 100.000 habitantes e predomina a partir dos 50 anos de idade, acometendo ambos os sexos. É comum nos idosos, acometendo cerca de 2% das pessoas acima de 65 anos.

Os cientistas refletem há mais de um século sobre as causas do mal de Parkinson e a misteriosa causa pela qual, esses neurônios específicos morrem. No entanto, a maioria dos cientistas agora aceita que uma combinação de genes, estilo de vida e fatores ambientais desencadeiam a doença. Foi em estudos utilizando animais que os pesquisadores observaram pela primeira vez que a cafeína ajudava a superar a rigidez e os problemas de mobilidade.

Estudos realizados com pessoas também sugerem que existe uma relação inversa entre o consumo de café e cafeína e o risco relativo de ser afetado pelo mal de Parkinson.

Um estudo recente (o Programa do Coração de Honolulu), em que durante 27 anos forma observados 8.004 norte-americanos descendentes de japoneses residentes no Havaí, também revelou uma relação inversa entre a incidência do mal de Parkinson e o café. Os que tomavam mais de quatro xícaras de café por dia tinham cinco vezes menos probabilidade de serem afetados pela doença do que os que não tomavam café.

Também parece que a cafeína tem propriedades protetoras em relação aos nervos. Vários estudos de modelagem utilizando animais mostram que cafeína, em conjunção com a L-dopa (a droga tradicionalmente utilizada no tratamento do mal de Parkinson) retardam a degeneração das células que produzem dopamina. Esse uso combinado aparece como uma animadora estratégia a ser aplicada, no futuro, no tratamento dessa doença tão debilitante.

A maioria dos estudos mostra principalmente que o consumo de café reduz ou protela o desenvolvimento do mal de Parkinson, e que a cafeína é o fator mais provável. Tudo isso nos oferece mais uma razão para saborear o nosso cafezinho habitual

Fonte: Café e Saúde no.5,



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